

O “Tratado de Lisboa”[1]
é uma etapa avançada de um projeto de tomada do poder pelos discípulos de
Gramsci que estão dentro e fora do PT, o que torna a eleição de 9Fingers
irrelevante. Foi com a intenção de ressaltar a intenção do evento lisboeta que
fiz uma introdução mostrando estar o movimento (que tem fundamentos e recur$o$ vindos de fora do
Brasil) em contraposição a outro movimento, também crescente, das ideias
atribuídas a conservadores e liberais/neoliberais.
Quando usei superficiais exemplos do comportamento de
algumas das instituições brasileiras, o intuito era demonstrar estarem elas
inseridas nesta onda para invadir a praia razoavelmente lotada de estóicos portando as bandeiras defendidas pelo Presidente Bolsonaro e adotadas por quase 58 milhões de
eleitores. Tal como as instituições, também estão as diversas instâncias e
autarquias da máquina pública, cujo aparelhamento com “progressistas” vem sendo
feito desde a promulgação da
Constituição[2] de
88.
Considerada esta questão maior, podemos listar perguntas
e dúvidas que só mesmo o tempo nos trará respostas. Será que depois de passado
alguns meses dos casos Daniel Silveira e urnas auditáveis, os deputados aceitarão
novas ingerências do STF? A ida de Bolsonaro para o PL atrelada a compromissos
assumidos por ambas as partes e com a parceria do PP e Republicanos vai viabilizar
propostas do governo em 2022? A CPI da Pandemia se liquefaz sem final, ou chega
a um pedido de impeachment julgado no
Congresso? Como o Congresso vai se comportar frente a investida do STF com a
proposta de semipresidencialismo? E quanto à autoproclamação (ainda não
avaliada pelo plenário) de ser a Suprema Corte o “Poder Morador” sugerido à
revelia da Constituição? E já que falei
em “supremo”, o que respalda o Senador Omar Aziz a declarar que
“abaixo de Deus, só o Supremo Tribunal Federal no Brasil, e abaixo do Supremo
Tribunal, (...), os poderes Legislativo e Executivo”? [4]
E aí, quais suas avaliações e apostas? Quão turbulentas – ou não! – serão as ondas do ar que respiraremos em 2022? Tempestades à vista ou uma improvável calmaria? Enfim, onde e como adentraremos o ano de 2023?[5]
[1] - Sim, não tenho a menor dúvida de que foram
acordadas ações e atribuídos papéis e responsabilidades aos participantes.
[2] Que ninguém se iluda, até a Polícia Federal está
fortemente aparelhada. Quando o STF impediu o Presidente de exercer seu direito
constitucional de nomear o Diretor da PF, foi para evitar que assumisse alguém
“não alinhado”
[3] Sem contar a destruição da família, a desconstrução da integridade e do equilibrio psicológico de crianças e adolescentes através de uma “reeducação sexual”, a política de vitimização dos criminosos, e o desmonte do arcabouço de valores da civilização ocidental construído a ferro, fogo, lágrimas e mortes ao longo de alguns milênios.
[4] Se Aziz tivesse dito que abaixo de Deus a Constituição representada pelo STF e abaixo dela os poderes Legislativo e Executivo, eu até concordaria, pois, como já disse anteriormente, o judiciário, como um todo, não elabora nada, apenas se atem a aplicar as leis para a solução de conflitos.
[5] Nem faço referência à COVID e às “medidas” de nossos governantes frente ao que se anuncia para o futuro de curto prazo.
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